Lêda Borges revela que foram destinados R$ 23 milhões, mas não sabe onde foram investidos no combate à pandemia da Covid-19

Fotos: Divulgação

Por Josiel Ferreira

A deputada estadual Lêda Borges (PSDB-GO) afirmou que nunca viu tantos recursos para Saúde, cerca de R$ 23 milhões para combater a pandemia da Covido-19. E, no entanto, faltam testagens e Equipamentos de Proteção Individual (EPI). Além disso, não sabe onde essa verba toda está sendo aplicada no Estado de Goiás.

Lêda concedeu entrevista ao programa Conectado ao Poder da TV União com a participação do jornalista Josiel Ferreira do Tudo OK Notícias, nesta terça-feira (14).

O Tudo Ok Notícias, por meio de Josiel Ferreira, enfatizou a importância do professor, que é uma das categorias que merecem o título de Brasileiro do Ano é o professor, porque tudo passa pelas mãos deles. Hoje o professor tem um papel fundamental na Educação. Sugeriu que Câmara Legislativa, o governador, os prefeitos fizessem uma homenagem feita com amor e com carinho para os profissionais que se entregam na prestação de serviços, principalmente, durante a pandemia da Covi-19. “E ainda valorizassem, os bombeiros, os militares, médicos e enfermeiros que dão as suas vidas para salvarem outras. ”, disse Ferreira.

Jornalista Josiel Ferreira, Sandro Gianelli apresentador e a deputada estadual Lêda Borges (PSDB-GO

Lêda contou que desde o início da pandemia, a partir de março, houve um trabalho junto ao governador e prefeitos, de conscientização sobre a testagem e os Equipamentos de Proteção Individuais (EPIs), que, segundo a parlamentar, que não precisa ser em massa. “Mas a testagem, principalmente, das equipes de saúde, e de profissionais de frente, que obrigatoriamente, tinha que acontecer de quinze em quinze dias. Além da testagem as EPIs”, enfatizou.

Deputada estadual Lêda Borges (PSDB-GO

Foi detectado, no combate à pandemia, segundo Lêda, que mesmo com os recursos disponibilizados como o da União, dos Governos Estaduais, pelas Assembleias Legislativas. De acordo com ela, no caso de Goiás, houve repasse de R$ 10 milhões — que seriam utilizados para a construção da nova sede da Assembleia – repassados do governo federal para atender as questões das necessidades da pandemia.

No entanto, a deputada observou que essa verba não chegou na ponta, ou seja, aos profissionais da saúde e de segurança pública. “Isso tem nos preocupado. Muita denúncia da falta de EPIs. A falta de testagem, na minha opinião é muito grave, porque é um vírus muito agressivo”, acentuou ela, uma vez que as pessoas contaminadas por falta de equipamentos acabam levando o vírus para dentro de casa.

Recursos sobrando e EPIs faltando

Tudo Ok Notícias questionou a deputada estadual se não haveria como destinar verbas diretamente para os municípios. Lêda relatou que foram direcionados e que nunca havia visto tantos recursos.

“Em Valparaíso, foi definido por habitantes e tudo mais, foram destinados R$ 23 milhões em quatro parcelas, esse recurso do governo federal fora os R$ 10 milhões do Ministério da Saúde. Já chegou a segunda parcela, R$ 11 milhões já chegaram em Valparaíso”, revelou. Ela emendou dizendo que queria saber onde está sendo investido esse dinheiro.

A fiscalização municipal não compete aos deputados estaduais, destacou Lêda. Compete aos parlamentares votar a questão da Calamidade Pública. Ela informou que todos os municípios e os Tribunais de Conta dos municípios solicitaram que “a gente aprovasse e nós prontamente atendemos. Todo o município que tentou conseguiu, todos”.

O que vai para os municípios e respectivas câmaras é esse acompanhamento de onde são investidos os recursos. “Procuramos acompanhar os gastos do governo estadual. Tanto que a lei federal é clara. Ela determina que haja a instalação de um portal da Transparência para recursos, receitas e despesas”, disse Lêda.

“Mas eu não vejo na ponta. O que eu não vejo na ponta o teste as EPIs. Por exemplo, com R$ 23 milhões, você consegue, no mínimo construir um hospital, não te digo equipado”, complementou a deputada.

Asfalto não pega Covid

Ainda de acordo com ela, que não se construa um hospital, mas cinco leitos de UTI, pelo menos, deixei esse legado para a cidade. “Mas, não estamos vendo essa atitude. Aliás, nós estamos vendo asfalto. Todas as cidades que eu passo tem asfalto. E asfalto não pega Covid, não é? Quem pega Covid é o povo. É a comunidade que está lá sofrendo, desesperada, sem saber se ela está infectada ou não. ”

Hospital de Águas Lindas de Goiás

Lêda lembrou que em Goiás tem mais de um milhão de habitantes. Afirmou que lutou muito para um hospital de campanha na área do Céu Azul e no centro geograficamente. Providenciou planta baixa, fotos aéreas para esse hospital ser construído em Valparaíso. “Não fizeram. E foram mais leitos, só dez leitos de UTI para aquela população e toda o entorno. Acho que poderíamos ter deixado legados maiores, com esses recursos. Lá em Valparaíso o que temos é o que eu deixei há oito anos (um hospital sem UTI, UPA).”

Borges se destaca entre os políticos do Entorno Sul, no segundo mandato de deputada, já foi secretária de Estado do Distrito Federal, ou seja, tem amplitude dentro do DF.

Ela conta que chegou a Valparaíso de Goiás acompanhando o marido. Lá assumiu a Secretaria de Educação, quando começou a sua vida pública de 1997 a 2000. É professora aposentada e servidora do Tribunal de Justiça (TJDFT) de Brasília. Ela mora em Valparaíso desde 1993.

A parlamentar se candidatou a vereadora e foi a segunda mais bem votada. Com mandato de 2001 a 2004. Em 2004 saiu candidata a prefeita em coligação pequena alcançando segundo lugar com 6.800 votos. Em 2008 venceu para prefeita com 19.700 votos. Em 2012 deixou de ganhar com 22 mil votos. Em 2014, foi eleita deputada com 32 mil votos. “Em 2016 fizemos os prefeitos e em 2018 foi reeleita deputada federal com 35 mil votos. E no meio disso a secretaria de Estado, uma das mais importantes do Estado de Goiás, que foi a secretaria Cidadã, que abarcou cinco secretarias, uma supersecretaria”.

Lêda ressaltou a oportunidade que o ex-governador Marconi Perillo (PSDB) foi o que a levou a conhecer todo estado de GO. Foi a primeira mulher a presidir a Agência Goiana do Desenvolvimento Regional (AGDR) em 2013. Como secretária Cidadã, pessoalmente, foi a 200 cidades. “Levando os programas sociais. E nessa última eleição foi votada em 189 cidades”, ressaltou.

Fonte: TudoOKNotícias

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