‘Desemprego vai à lua agora’, diz economista Monica de Bolle

Foto: DR

Para Monica, países que têm atuado de forma organizada para reduzir os impactos da crise sanitária na economia já devem enfrentar uma forte recessão

A saída do ex-juiz Sergio Moro do governo deixa o presidente Jair Bolsonaro ainda mais isolado e com uma base de apoio reduzida para o desafio de enfrentar a crise do coronavírus. Ao considerar esse cenário, a economista Monica de Bolle, pesquisadora sênior em Washington do Peterson Institute for International Economics, projeta um quadro para a economia do País com forte recessão e impactos pesados na curva de desemprego.

“Eu já trabalhava com um cenário de queda de PIB de 6% a 9%, sendo 6% com o governo fazendo alguma coisa e 9% com ele não fazendo quase nada para resolver os problemas. A saída de Moro deixa o governo mais próximo de não fazer nada”, afirma.

Para Monica, países que têm atuado de forma organizada para reduzir os impactos da crise sanitária na economia já devem enfrentar uma forte recessão, além de precisar de algum tempo para retomar a economia nos patamares pré-coronavírus. No Brasil, a falta de foco e as crises pelo caminho, como a que tomou Brasília ontem, devem tornar tudo mais imprevisível.

“O Brasil está no começo da crise, longe de conhecer o pico da curva de infecção. Fica muito difícil fazer previsões nesse cenário. Mas, com o que se vê do governo, o desemprego, que já seria alto, agora vai à Lua, acima dos 20% com toda a certeza”, afirma a economista.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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