Deputado Robério propõe criação da Semana Distrital da Conscientização sobre a Esquizofrenia

Foto: Divulgação

Por Cláudio Moreira

Tramita na Câmara Legislativa do Distrito Federal – CLDF, desde o mês de agosto, o Projeto de Lei nº 643/2019, de autoria do deputado distrital Robério Negreiros (PSD), que institui a Semana Distrital da Conscientização sobre a Esquizofrenia. A proposta tem o objetivo de buscar conscientizar a sociedade sobre o desafio de tratar a doença, colocando o paciente em foco. A Semana Distrital da Conscientização sobre a Esquizofrenia será realizada, anualmente, na semana do dia 24 de maio, Dia Mundial de Conscientização da Esquizofrenia.

A esquizofrenia é um transtorno mental crônico, reconhecido por originar pensamentos e experiências que não têm ligação com a realidade, se caracteriza, ainda, por uma grave desestruturação psíquica, em que a pessoa perde a capacidade de integrar suas emoções e sentimentos com seus pensamentos, podendo apresentar delírios, alucinações e comportamentos que revelam a perda do juízo crítico. A doença produz também dificuldades sociais, como as relacionadas ao trabalho e relacionamento, com a interrupção das atividades produtivas da pessoa.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) consignou que a esquizofrenia é a terceira causa de perda de qualidade de vida entre os 15 e 44 anos. Considerando-se todas as doenças, calcula-se que mais de 21 milhões de pessoas em todo o mundo, vivam com essa doença.

De acordo com o deputado Robério Negreiros, o objetivo da iniciativa é conhecer as principais dificuldades e as diferentes opiniões e apontar possíveis propostas de novas ações, unindo as pessoas pela causa. “Além disso, a ação pretende entender e discutir a redução das barreiras do estigma e criar oportunidades de superação e aumento da esperança sobre o desfecho dessa doença”, declarou o parlamentar.

Robério destacou que apesar do impacto social, a esquizofrenia ainda é uma doença pouco conhecida pela sociedade. Sempre cercada de muitos tabus e preconceitos. Crenças como “as pessoas com esquizofrenia são violentas e imprevisíveis”, “elas são culpadas pela doença”, “elas têm dupla personalidade”, “elas precisam permanecer internadas” são fruto do desconhecimento e do preconceito. “A administração pública direta e indireta, órgãos do judiciário e do legislativo, além da sociedade devem promover ações voltadas à temática deste transtorno, pois estudos recentes vêm demonstrando que a implementação de estratégias modificadoras da doença é capaz de alterar o curso da esquizofrenia para resultados favoráveis”, frisou o distrital.

Da Assessoria de Comunicação

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