COLUNA – O que esperar da Copa do Mundo Masculina de vôlei?

Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil)

Competição promete equilíbrio entre as potências do vôlei mundial

Por Luiz Henrique Guimarães – Editor de texto do programa Stadium da TV Brasil. A coluna do jornalista será publicada pela Agência Brasil semanalmente aos sábados.  Rio de Janeiro

Vai começar a Copa do Mundo Masculina de vôlei. O esquema é o mesmo da competição feminina, com doze seleções jogando entre si em um sistema de pontos corridos. Ao fim das onze rodadas, quem pontuar mais será o campeão. Além do Brasil e do Japão, país-sede, participam da Copa a Argentina, a Austrália, o Canadá, o Egito, os Estados Unidos, o Irã, a Itália, a Polônia, a Rússia e a Tunísia. Ao contrário das últimas edições o torneio não vale vagas olímpicas. Em jogo mesmo estão prestígio, pontos no ranking mundial e, claro, a milionária premiação em dinheiro. O campeão leva cerca de R$2,5 milhões em dinheiro.

O Brasil já venceu a Copa do Mundo duas vezes – em 2003 e 2007. Neste ano o time comandado por Renan dal Zotto chega como um dos favoritos para levar a taça. Só que o cenário atual do vôlei masculino sugere uma disputa equilibrada. Em teoria, Rússia, Estados Unidos, Itália e Polônia figuram junto aos brasileiros na galeria dos mais cotados para o título. Mas não se pode desprezar a força do Irã. Canadá e Argentina correm por fora e devem no máximo brigar por um lugar no pódio.

Contando nesta temporada com o reforço de Wilfredo León, cubano que se naturalizou polonês num processo semelhante ao de Leal pela seleção brasileira, a Polônia poderia ser alçada à condição de time a ser batido no Japão. Só que os poloneses foram derrotados pela aguerrida equipe da Eslovênia e ficaram de fora da final do Campeonato Europeu, que termina neste domingo. Será interessante observar o desempenho dos poloneses, atuais campeões do mundo.

Para o Brasil, a Copa do Mundo pode ser a oportunidade para voltar a subir no lugar mais alto do pódio em uma competição importante no cenário internacional. Desde a medalha de ouro nos Jogos Olímpicos do Rio em 2016, a seleção masculina não venceu nenhum torneio relevante – com exceção de dois Sul-Americanos, que não valem muita coisa. O jejum coincide com o tempo que o técnico Renan dal Zotto está à frente do time. A seleção bateu na trave no Campeonato Mundial de 2018, quando ficou com a prata, e não subiu ao pódio nas duas últimas edições da Liga das Nações.

Com a ausência de Wallace, o oposto Alan terá a oportunidade de mostrar (mais) serviço e garantir desde já a vaga no time que jogará a Olimpíada de 2020. Flávio, Isac, Lucão e Maurício Souza travam uma briga interessante na posição de central. Mais uma vez haverá revezamento na posição de líbero com Thales (recepção) e Maique (defesa). Seria interessante ver Renan dando a oportunidade para que os dois atuem durante uma partida inteira, e não no esquema de revezamento. A não ser que o treinador tenha batido o martelo com antecedência e decidido levar os dois líberos para os Jogos Olímpicos. Não seria algo inédito, mas é improvável, já que isso significaria abrir mão de um atacante no elenco olímpico.

Edição: Verônica Dalcanal
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