CÂMARA Maia quer discutir com governo texto que amplia o benefício emergencial

Foto: Reuters

A equipe econômica considera a ampliação de benefícios excessiva e estima que a proposta poderá gerar custo próximo de R$ 140 bilhões no ano

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) – O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), quer discutir com o governo o aumento nas despesas provocado pelo projeto do Senado que amplia auxílio a informais, idosos e empresas antes de colocar a proposta em votação entre os deputados.

As medidas contra os efeitos econômicos do novo coronavírus foram aprovadas pelo plenário do Senado na última quinta-feira (1º) e agora dependem do aval da Câmara.

O texto estende o auxílio emergencial (de R$ 600 a R$ 1.200 por mês) a mais categorias, amplia a cobertura do BPC (bene- fício a idosos e deficientes carentes) e cria um programa de ajuda a empresas na manutenção do emprego diferente do anunciado pelo governo.

A equipe econômica considera a ampliação de benefícios excessiva e estima que a proposta poderá gerar custo próximo de R$ 140 bilhões no ano. Além disso, questiona trechos do projeto que criam gastos permanentes, e não apenas durante a pandemia.

Estender despesas para os próximos anos deve comprometer ainda mais a situação das contas públicas.

Maia quer esclarecimentos sobre alguns pontos do texto, especialmente sobre o impacto fiscal. O Senado prevê que o projeto elevaria as despesas em R$ 13,9 bilhões no ano –muito abaixo do número do governo.

Segundo técnicos do Ministério da Economia, o cálculo do Senado considerou apenas a ampliação do auxílio financeiro a ser pago pelo governo a trabalhadores informais e à população vulnerável durante a pandemia de Covid-19.

Pelo texto, o benefício emergencial de R$ 600 será distribuído, por exemplo, a motoristas de aplicativos, associados de cooperativas de catadores de materiais recicláveis, pescadores artesanais e manicures, além de permitir que homens chefes de família recebam o dobro do valor.

N.M.

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