Banda brasiliense Liga Tripa se apresenta em Pirenópolis e Goiânia

Foto:Marcelo Dischinger/Divulgação

Músicos agitam cenário cultural de Goiás. Serão duas apresentações, com muita irreverência, nos dias 20 e 21/7

Brasília, 15/7/19 – A banda brasiliense Liga Tripa fará duas apresentações em Pirenópolis e Goiânia nos dias 20 e 21 de julho (sábado e domingo). No show, intitulado Liga Tripa 35 anos, serão apresentadas músicas autorais, de alguns integrantes do grupo e outros parceiros que participaram ativamente da vida cultural de Brasília. A primeira apresentação será no sábado, às 20h30, durante o Manifestival EMANA (Encontros de Música, Arte, Natureza e Alimentação), no Ponto de Cultura COEPi, em Pirenópolis (GO). No domingo, será às 18h, na Casa de Chá, em Goiânia.

O grupo foi criado em uma época em que a capital do país era vista como uma cidade sem referenciais culturais próprios e hoje é considerado como fio condutor de toda uma geração de artistas locais e nacionais. No cenário árido dos tempos de ditadura, o Liga Tripa inventou seu próprio espaço ao começar a tocar e cantar nas ruas. “A gente ocupou um espaço que psicologicamente não pertencia à população”, conta Aldo Justo. Já no início dos anos 80 o grupo era apontado como “a cara de Brasília” e “o mais brasiliense dos grupos musicais”.

As apresentações do Liga Tripa sempre surpreendem pela ousadia e improviso. O grupo seduz o público e cria com ele uma imediata identificação. Seus temas são visões poéticas da paisagem do cerrado, da arquitetura brasiliense e do modo de viver numa cidade incomum. A criatividade dos integrantes também traz ao espectador a sensação de assistir a algo diferente no panorama da MPB, com canções de altíssima qualidade, letras com uma poesia forte e incomum e as fusões rítmicas que caracterizam todo o seu trabalho musical: sambas sem sotaque carioca nem baiano, baiões e frevos com sabor candango, marcantes influências do jazz e da música experimental.

Um dos aspectos desse experimentalismo tornou-se marca registrada do Liga Tripa: o contrabaixo de origem africana construído artesanalmente, com uma corda só, que funciona como baixo ou como percussão. Essa originalidade sonora se completa com a mistura de violões, cavaquinho, flauta, percussão e vozes em coro.

Em 2015 o grupo lançou um disco com a retrospectiva de sua obra. O repertório está em um livreto/CD: Liga Tripa 35 anos, com fotos de eventos, shows e pessoas que integram o universo do grupo, contando histórias e momentos vividos em várias décadas de muita arte e música na rua e em palcos alternativos.

As apresentações contam com recursos do Fundo de Apoio à Cultura (FAC) do Distrito Federal. Haverá espaço reservado nos shows para cadeirantes e pessoas com dificuldade de locomoção, com sinalização adequada e com um guia par recebê-las e orientá-las.

SERVIÇO:

1 – Liga Tripa 35 anos

Manifestival EMANA (Encontros de Música, Arte, Natureza e Alimentação)

Data: 20/7 (Sábado)

Horário: 20h30

Local: Ponto de Cultura COEPi – PIRENÓPOLIS / GO

Entrada: Gratuita

2 – Liga Tripa 35 anos

Data: 21/7 (Domingo)

Horário: 18h

Local: Casa de Chá – Endereço: rua 115-E (entrada), esquina com 115 – GOIÂNIA/GO

Entrada: 10 reais

Classificação indicativa: 18 anos

 INTEGRANTES:

  1. Aldo Justo (fundador do grupo) – voz e violão;
  2. Carrapa do Cavaquinho – voz e cavaquinho;
  3. Fino – percussão e efeitos;
  4. Jonatas Caloro – voz e contrabaixo monocórdio acústico e violão;
  5. Sérgio Duboc – voz e violão
  6. Toninho Alves – voz e flauta transversal;
  7. André Arraes – percussão e contrabaixo monocórdio acústico

REPERTÓRIO DO SHOW:

  1. Juriti – Aldo Justo e Paulo Tovar
  2. Travessia do Eixão – Nonato Veras e Nicolas Behr
  3. Desperte a sua Loucura – Nonato Veras
  4. Labareda – Nonato Veras
  5. Eguinha – Guilherme Reis, Renato Matos, Luciano Porto, Maurício Araújo e Aloísio Batata.
  6. Ninando o Cavaquinho – Carrapa do Cavaquinho e Ita Catta Preta
  7. Cores – Aldo Justo e Carlos (Ceará) Batalha.
  8. Propriedade Particular – Aldo Justo
  9. Quase Vintes Dentes – Aldo Justo
  10. Edifício Ninguém Mora Lá – Sérgio Duboc e Vicente Sá
  11. Fruta do Mal – Aldo Justo, Nonato Veras e Paulo Tovar
  12. Samba da Rua 8 – Sérgio Duboc, Flávio Faria e Vicente Sá
  13. Por Prazer – Toninho Alves
  14. Cheiro da Vida – Aldo Justo e Mardônio Sarmento
  15. Horário de Verão – Caloro, Aldo Justo, Sérgio Duboc, Paulo Tovar e Toninho.

Mais informações:

Papo Firme

Luciano Lima entrevista Sérgio Duboc e Aldo Justo, do Liga Tripa, em 2013, sobre um dos trabalhos do Liga: CD – É se há! Um pouco da história do grupo.

Gravação para a TV, realizada no Teatro dos Bancários;

“Ligada” no Açougue Cultural  T-BONE, projeto Bienal do B de poesia de Brasília;

O grupo em uma “ligada” após o show, na praça da vila Planalto, em 2017.

Homenagem a Paulo Tovar, grande músico da nossa cidade. Gravado pela TV UnB, em 2010, música: EDIFÍCIO NINGUÉM MORA LÁ – de Sérgio Duboc e Vicente Sá;

TV Brasília – aniversário do Beirute, Bar tradicional de Brasília; a famosa “ligada” do grupo, que canta no meio das pessoas, envolvendo todos os presentes numa energia contagiante.

Show no Feitiço Mineiro; bar tradicional de Brasília; música Labareda.

 

 

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