30 anos sem Chico Mendes Conflitos agrários ainda são uma realidade no Brasil

Foto:EBC

Renata Martins / EBC

No caminho que leva ao seringal Cachoeira – símbolo dos empates feitos por Chico Mendes e os seringueiros para impedir o desmatamento, a floresta aparece no horizonte, depois do descampado ocupado pelo gado.

O pasto faz parte da paisagem da Amazônia. A monocultura também. Esse modelo de desenvolvimento preocupa os defensores das ideias de Chico mendes.

Raimundo Mendes vive na reserva extrativista que leva o nome do primo. Raimundão se mostra preocupado com o futuro do lugar.

Para Cláudio Maretti, diretor do ICMBio, a organização das pessoas, a produção com retorno econômico para quem vive nas reservas e a conservação da floresta são os desafios do presente e do futuro.

Os conflitos agrários ainda são uma realidade no Brasil.

Um dos coordenadores da Comissão Pastoral da Terra, Ruben Siqueira faz um balanço sobre a violência no campo três décadas depois do assassinato de Chico Mendes.

Honrar a memória e defender o legado de Chico Mendes, 30 anos após a sua morte. O desafio foi debatido esta semana, em Xapuri, Acre.

O encontro reuniu cerca de 600 pessoas. Extrativistas, trabalhadores rurais, líderes sindicais, pesquisadores, ativistas do Brasil e de diversos lugares do mundo estavam lá. Na Carta Xapuri – documento final do encontro para celebrar o legado do ambientalista um pacto: ninguém abandona a defesa dos povos da floresta. Ninguém desiste do legado de Chico Mendes!

 

 

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